O componente da pesquisa que mais aumentou frente a agosto foi o que mede a perspectiva de consumo, que subiu 4,1%, para 102,3 pontos. Nesse quesito, os entrevistados são perguntados se o nível de consumo deve aumentar, diminuir ou ficar estável no segundo semestre, em relação à igual período do ano passado. Na avaliação de Pina, as respostas podem ter sido influenciadas pelas festas de fim de ano. "Muitas pessoas podem falar que vão aumentar seu nível de consumo, mas não necessariamente fazem a conta em relação a 2013. O segundo item com maior elevação foi o "momento para duráveis", cujo indicador passou de 90,9 pontos para 93,4 pontos. Apesar do avanço na comparação mensal, o economista pondera que o índice segue abaixo da linha divisória dos 100 pontos, o que significa que a maioria dos consumidores consultados classifica o momento atual como ruim para a compra desses bens. De acordo com Pina, tanto bancos como consumidores têm adotado uma postura mais cautelosa, devido ao aumento das incertezas em relação ao próximo ano. Nesse cenário, diz, as vendas a crédito são prejudicadas e o mix de produtos a serem comprados tende a continuar mais conservador, como vêm mostrando os resultados da PMC, do IBGE. (Valor Econômico – 14.10.2014)
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