Presidente da Eletrobras afirma que a companhia tem visão diferente da Aneel quanto ao ressarcimento da RGR em cerca de R$ 2 bilhões
Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas
21/10/2014
O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que o parecer jurídico para restringir a fiscalização contábil da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre a Reserva Geral de Reversão (RGR) decorre de uma visão diferente do órgão regulador e da empresa.
“Estamos cada vez mais separando as atividades de governo que desenvolvemos, e a RGR é uma dessas, das atividades que temos como agente do setor elétrico e fazemos isso para ter mais transparência e uma não influenciar na outra. Vamos demonstrar para a Aneel que os nossos números estão corretos”, disse ele, após a abertura do PowerGen Brasil, realizado em São Paulo, nesta terça-feira, 23 de outubro.
Os números a que se refere Carvalho Neto, são R$ 2 bilhões que deixariam de ser cobrados da empresa a título de ressarcimento para o fundo da RGR em função de problemas de gestão por parte da empresa.
Esse valor foi apontado pela Superintedência de Fiscalização Econômica e Financeira da Aneel em um período de 1998 e 2001. O valor refere-se ao valor principal que alcança R$ 412 milhões, mas amortizações, juros e ganhos extras que não são permitidos, segundo as regras desse fundo. Além disso, a Aneel apontou que a empresa utilizou o fundo para aumentar seus recursos próprios, inclusive, para pagar despesas operacionais.
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