Notícias do setor
29/10/2014
Eletropaulo: alto custo breca projeto de enterramento de fios

O problema da fiação aérea da cidade de São Paulo está longe de uma solução. O alto custo das obras e a falta de diálogo entre concessionárias e prefeitura torna a maior cidade da América Latina esteticamente arcaica. Mais do que isso, deprecia o preço de seus imóveis e coloca em risco a vida de pessoas. A lei 14.023, de 2005, determina que todo ano a Eletropaulo e as concessionárias de telefonia e TV enterrem até 250 km de cabeamento. Mas há problemas. Primeiro, o custo dessas obras é de no mínimo R$ 100 bilhões, segundo cálculos da AES Eletropaulo. Hoje são 67,2 mil km de redes aéreas e 47,8 mil kms subterrâneos. Outro ponto crucial é que por serem prestadoras de serviços regulados pelo governo federal, as concessionárias não têm 'obrigação' de se submeterem a leis municipais. Suas agências teriam que estar de acordo e estender a discussão e concretização para todo o país. Apesar de se dizer favorável ao enterramento, a Eletropaulo alega que não existe cidade nenhuma no mundo que tenha 100% de seus cabos embaixo da terra. "Mesmo assim, o custeio quase sempre vem do Estado. Até porque o cabo subterrâneo faz sentido em lugares onde há densidade urbana e consumo elevado", afirma Sidney Simonaggio, vice-presidente de operações da Eletropaulo, que possui 1,3 mil quilômetros de redes enterradas cadastradas à prefeitura. (Valor Econômico – 27.10.2014)

 

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