Nos últimos sete anos tudo o que foi feito foi por meio de convênios pontuais realizados entre prefeitura e concessionárias ou contratado pela iniciativa privada em lugares específicos como na avenida Faria Lima, Largo da Batata, rua Oscar Freire e rua do Gasômetro - só 12 quilômetros de fios foram para o subsolo. "Temos em andamento as ruas José Paulinho e 13 de Maio. São lugares onde há obras de reurbanização ou há infraestrutura pronta, como na José Paulino", afirma Marcos Romano, presidente da Convias, departamento de Controle de Uso de Vias Públicas, ligado a Secretaria de Infraestrutura Urbana paulistana. A terceira questão diz respeito à relatividade da lei. "A lei obriga enterrar 'até' 250 kms por ano. Isso significa que se a concessionária fizer 1 km, estará dentro da lei", lamenta Romano. O assunto é tão complexo que em 2013, a Prefeitura reconstituiu a CTGRA para tratar do projeto. O grupo, que é coordenado pela Convias e reúne membros das demais secretarias e da sociedade civil, promoveu reuniões e está para concluir o primeiro relatório com propostas para o PERA. Do outro lado, a Eletropaulo patrocinou um estudo técnico de custo, viabilidade e financiamento que conclui que uma saída possível para esta conta fechar viria dos impostos. "O estudo prevê que 80% seriam pagos por meio de isenção fiscal de ISS, ICMS e IPI e da contribuição de melhoria dos proprietários das regiões atendidas. Como também por custeio direto da municipalidade nas obras de infraestrutura civil", defende Simonaggio. Os outros 20% seriam diluídos nas tarifas de energia elétrica ao longo dos anos. Se não houver equação econômica e negociação entre as partes, o executivo diz ser inviável qualquer avanço mais acelerado. A Embratel concorda que cabe a prefeitura encabeçar este tema. "Todos nós temos interesse em resolver esta questão, mas os custos inviabilizam. Tóquio começou a enterrar seus fios na década de 70 com a ajuda do poder público. Nós estamos atrasados nesta discussão", afirma Antonio Carlos Matelleto, diretor da Embratel. O executivo diz que por enquanto só os projetos novos nascem com os cabos subterrâneos. (Valor Econômico – 27.10.2014)
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