Notícias do setor
03/11/2014
EDP pretende manter dividendos

A EDP Energias do Brasil pretende manter a atual política de dividendos, de pelo menos 50% de "payout" (a parcela do lucro destinada à distribuição de dividendos aos acionistas), porém admite que vai avaliar os efeitos das condições hidrológicas nos próximos meses e o possível impacto no caixa da companhia. A empresa teve o resultado do terceiro trimestre afetado pela necessidade de compra de energia para revenda, para compensar o déficit de geração hidrelétrica, devido à escassez de chuvas. "Estamos cientes do grau de incerteza que hoje afeta o cenário energético do setor. Nossa vontade é de preservação de nossa política. É uma decisão que devemos tomar em função das condições que viermos a verificar ao longo dos próximos meses. Sendo muito claro sobre o assunto, nossa intenção é manter uma lógica de continuidade", disse ontem o diretor presidente da companhia, Miguel Setas, em teleconferência com investidores. Conforme esperado pelo mercado, o lucro da companhia no terceiro trimestre (R$ 143 milhões) recuou 28% em relação a igual período do ano passado. Na mesma comparação, os gastos não gerenciáveis aumentaram 72,7%, sendo que a energia comprada para a revenda foi a maior responsável, com alta de 77,7%. Na reunião com os investidores, Setas também afirmou que a primeira unidade geradora da termelétrica de Pecém I, no Ceará, retomará a operação até o fim deste ano. A turbina está desativada desde agosto, quando ocorreu um desligamento intempestivo, devido à queima do estator, peça que compõe a unidade geradora. Questionado sobre a possibilidade de novos aportes no empreendimento, feito em parceria com a Eneva (antiga MPX), o diretor vice-presidente de Controle de Gestão da empresa, Miguel Amaro, explicou que a companhia pode investir mais recursos na usina. "Há algumas melhorias a fazer. Se houver necessidade de aporte de capital, vamos continuar apoiando". Sobre a hidrelétrica de São Manoel, de 700 MW, no rio Teles Pires (MT), Amaro afirmou que as ações movidas pelo Ministério Público Federal contra o licenciamento da usina não afetaram as obras. "É natural que haja algum tipo de interferência, mas isso não afetou o curso da obra". A empresa tem 66,66% do projeto, em parceria com Furnas (33,33%). (Valor Econômico – 31.10.2014) 

Localização
Av. Ipiranga, nº 7931 – 2º andar, Prédio da AFCEEE (entrada para o estacionamento pela rua lateral) - Porto Alegre / RS
(51) 3012-4169 aeceee@aeceee.org.br