A energia solar térmica já representa 1,03% da matriz elétrica brasileira, segundo estudo divulgado pela Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) a partir de dados do mercado em 2013 e de informações do Balanço Energético Nacional. Essa participação está pouco atrás da energia eólica (1,09%) e bem à frente da fotovoltaica (0,01%). Com 6,4 mil GWh de energia gerada, o parque solar térmico do Brasil supera a usina nuclear de Angra 1 e tem capacidade instalada de 1,4 mil MW, equivalente a duas turbinas de Itaipu. Entretanto, o uso do sol como fonte de energia térmica ainda é modesto no país, mesmo considerando as vantagens da tecnologia. O Brasil tem um dos níveis de insolação mais altos do mundo: em média oito horas por dia. Apesar de já ser o quinto no ranking mundial da aplicação de energia solar térmica, ocupa apenas a 32ª posição per capita. De cada cem residências, só cinco utilizam o sol para aquecer água. Para a Abrava, houve avanços nos últimos anos, mas ainda há muito a fazer. O presidente do Departamento de Energia Solar da Abrava, Luiz Augusto Mazzon, defende que o incentivo à energia solar térmica deveria ser política de Estado. Entre os benefícios da tecnologia, ele destaca o reforço na renda das famílias, a redução do impacto ambiental e o aumento da segurança energética para enfrentar as dificuldades da escassez hídrica, que obrigam o governo a lançar mão das termelétricas. "Usar energia nobre para esquentar água não faz sentido em um país com tanto sol". O setor conta hoje com 200 empresas, a maioria de micro e pequeno porte, que juntas movimentam R$ 800 milhões anuais e geram 43 mil empregos diretos. Em 2014, o faturamento deve ser 10% a 12% superior a 2013. Poderia ser maior, afirmam os empresários. (Valor Econômico – 31.10.2014)
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