Técnicos do governo, porém, minimizam a citação de Lobão nas delações relacionadas a fraudes na Petrobras, uma vez que não houve indicação de ações específicas, como ocorreu com outros políticos. Eles consideram sua reclusão “natural”, assim como a de outros ministros que hoje têm futuro incerto, como César Borges (Portos) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) — igualmente próximos à presidente, mas sem lastro político para chegar à nova Esplanada.
Embora a presidente deva se decidir pelo Ministério de Minas e Energia mais à frente, há hoje duas principais possibilidades sobre o destino da pasta. Funcionários do ministério entendem que o cargo exige “estatura política” e, portanto, deve continuar com um nome indicado pela bancada do PMDB do Senado. Entre os nomes citados por essa corrente estão o líder do governo, Eduardo Braga, e o senador Vital do Rêgo. Cogita-se ainda a permanência de Lobão.
Um senador do PMDB disse ao GLOBO que a bancada pretende continuar a ter três ministros no próximo governo, independentemente dos nomes e das pastas definidas. Hoje, são considerados indicações dos peemedebistas o Turismo, a Previdência e Minas e Energia.
No Planalto, no entanto, assessores avaliam que Dilma poderia avocar a condução das políticas de energia e, assim, indicar um nome de sua inteira confiança. Nessa linha, o mais cotado é seu ex-chefe de gabinete Giles Azevedo, que trabalha com ela desde quando foi secretária de Energia do Rio Grande do Sul, no cargo de secretário de Mineração, e quando ela era ministra. (O Globo).
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