O leilão de 12 lotes de linhas de transmissão amanhã deve ser o último com taxas de remuneração tão espremidas. A Aneel pretende jogar para cima, nas licitações do ano que vem, o retorno financeiro das empresas. Outra novidade importante é que a agência trabalha com a perspectiva de definir taxas de remuneração diferenciadas para empreendimentos em regiões complicadas. Para ilustrar o viés de baixa que vem prevalecendo, no primeiro leilão de transmissão em 2013, a rentabilidade prevista nos editais era de 6,61% ao ano. Essa taxa é real, sem o índice de inflação. No leilão de amanhã, que envolve 4,7 mil km de novas linhas e cerca de R$ 6 bi em investimentos, o retorno caiu para 5,54%. Essa remuneração ficou apertada, mesmo considerando o financiamento barato oferecido pelo BNDES. O banco pode financiar até 70% dos investimentos exigidos nos contratos. Na prática, essa proporção raramente é atingida. Somando tudo, fica mais difícil atrair investidores com taxas de retorno menores. (Valor Econômico – 17.11.2014)
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