Superada a competição acirrada do leilão de energia de reserva, que negociou 202,3 megawatts (MW médios) de fonte solar com deságio médio de 17,9% sobre o preço-teto de R$ 262 por megawatt-hora (MWh), os investidores costuram agora o financiamento dos empreendimentos. O investimento estimado para pôr de pé as 31 usinas solares vencedoras, que somam 1.048 MW de capacidade instalada, é da ordem de R$ 4 bilhões. Os vencedores estão debruçados na definição das fontes de financiamento dos projetos e nas negociações com fornecedores. A expectativa, porém, é que o leilão estimule a montagem de placas fotovoltaicas no Brasil, já que a maior parte dos investidores procura acesso ao crédito do BNDES, que só é aprovado mediante exigências de conteúdo nacional. Uma das líderes mundiais no setor fotovoltaico, a SunEdison vai erguer uma fábrica de montagem de placas no país. A fornecedora entrou como parceira da Renova Energia, que vendeu 21,8 MW médios em quatro parques solares na Bahia por R$ 220,30 o MWh. A localidade e os investimentos na unidade não foram definidos. Segundo o diretor da SunEdison no Brasil, Luiz Pita, o acordo com a Renova viabilizou a implantação da fábrica, e a expectativa é de novas encomendas. (Valor Econômico – 17.11.2014)
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