Notícias do setor
03/12/2014
Associações buscam novo 'acordão' para o setor elétrico em 2015

Tendo à frente mais incertezas, associações do setor elétrico pretendem compilar propostas para um "acordão" com o governo em torno de medidas para superar a crise de energia. O presidente da ABIAPE, Mário Menel, lembra que a conta da crise já ultrapassa R$ 100 bilhões desde 2012. Menel coordena o fórum das associações do setor elétrico, composto por 12 entidades, que deverá compilar um conjunto de propostas nesta semana. Um dos pleitos será revisar imediatamente a "garantia física" das hidrelétricas. Na prática, a garantia física é uma espécie de certificado que define quantos MW uma usina pode efetivamente vender no mercado, com base na geração média verificada em anos anteriores. Mas esse número não é atualizado desde 2003 e há quem veja nisso uma das raízes da crise atual. Uma das principais diferenças com as simulações do governo, conforme explica Barroso, é que o baixo rendimento das usinas precisa ser levado em conta. Destaca que em igual período do ano passado as projeções indicavam risco de apenas 6% em 2014. O consultor Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel, aponta a repetição de outro problema em 2015. Para ele, as usinas hidrelétricas vão ter uma nova conta de R$ 15 bilhões com o déficit na geração de energia, por causa da queda nos reservatórios. Neste ano, a fatura deve ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. Quando produzem menos eletricidade do que suas obrigações contratuais, precisam recorrer ao mercado de curto prazo para repor o fornecimento. No ano que vem, a despesa das hidrelétricas deve ser amenizada com a redução do valor máximo do MWh no mercado de curto prazo, que a Aneel reduziu de R$ 822 para R$ 388. Para o ex-diretor, uma das distorções vistas atualmente no setor é que a fatura acumulada pelo déficit hídrico já supera o valor de mercado das próprias geradoras. Queixando-se da falta de interlocução com o MME, as associações buscam agora um canal direto com a Casa Civil, mas prometem virar a página das lamentações e dar sua contribuição. O sócio do BTG Pactual e presidente do conselho da ABRACEEL, Oderval Duarte, reforça o apelo por mais diálogo entre governo e iniciativa privada. (Valor Econômico – 02.12.2014) 

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