Construtoras investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, agora são alvo de uma nova investigação em negócios fechados com estatais. O TCU está de olho em SPE formadas pelo grupo Eletrobras em parceria com companhias de engenharia. Apesar da participação estatal nessas sociedades, elas funcionam como empresas privadas. Por isso, o TCU só consegue fiscalizar os gastos realizados pelas empresas públicas nas sociedades, sem ter acesso a informações centrais do negócio. A investigação dessas SPEs da Eletrobras é tida como uma prioridade pela corte de contas. Em acórdão no qual estabelece as principais fragilidades da estatal, ainda de 2011, o TCU destaca "a má gestão dos recursos públicos aplicados por meio de Sociedades de Propósito Específico". No documento, o tribunal ressalta ainda "a falta de transparência na gestão de tais recursos". "Quanto menos fiscalizado, mais o negócio é passível de irregularidade", afirmou o ex-ministro do tribunal José Jorge. Ele era o relator das investigações, mas se aposentou em novembro compulsoriamente, após completar 70 anos. (Veja – 01.12.2014)
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