Notícias do setor
03/12/2014
País deixa de fazer mais de 33% das obras antiapagão

Mais de um terço das obras indicadas pelo ONS como prioritárias para garantir o abastecimento elétrico do País deixa de ser executada pelo governo. O órgão responsável pela gestão do suprimento nacional de energia define quais os projetos atrelados à transmissão e de energia devem entrar em operação nos próximos três anos, para evitar riscos de pane e apagões. No balanço que acaba de ser concluído, o ONS destaca que, de um total de 310 obras que precisam ser construídas entre 2015 e 2017, 34% são empreendimentos que já foram pedidos em estudos anteriores, mas não foram licitados pelo governo. Pelos cálculos do ONS, o governo teria de investir R$ 13,8 bilhões nessas ações de ampliação e reforço de linhas de transmissão. Os 10,2 mil km de linha e as novas subestações somam 147 empreendimentos, dos quais 43 são obras herdadas de anos anteriores. Quanto aos reforços para o SIN, rede que distribui energia pelo País, são relacionados 163 projetos, com 61 deles já cobrados antes. Boa parte da frustração dos resultados está relacionada à crescente incapacidade do governo de atrair empreendedores interessados em investir em projetos elétricos. No dia 18, o governo realizou um leilão de nove lotes de linhas de transmissão. Apenas quatro dos nove lotes receberam proposta. Dos quatro lotes que tiveram proposta no último leilão, apenas um foi fechado com um investidor privado, a Isolux, que ofereceu um desconto de 0,60% em relação ao teto estipulado na licitação. (O Estado de São Paulo – 02.12.2014) 

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