Os ministros Joaquim Levy, nomeado para a Fazenda, e Nelson Barbosa, indicado para o Planejamento, devem começar o ajuste fiscal com uma nova desoneração tributária, exatamente o oposto do que se espera. É que o governo se prepara para editar até o fim do ano uma MP que corrige a tabela do IRPF com o objetivo de cumprir a promessa feita pela presidente Dilma Rousseff, durante discurso do Dia do Trabalho. A avaliação, nas áreas política e econômica, é que não há condições de recuar na decisão, mesmo que isso represente aumento de R$ 5,3 bilhões nas despesas do ano que vem, segundo os cálculos da Fazenda. Além do prejuízo à imagem da presidente, essa seria mais uma ação na contramão do discurso de campanha, quando a candidata petista acusou o PSDB de promover arrocho salarial. Assessores também lembram que a medida agrada à classe média, eleitorado que anda descontente com o PT. "A correção de 4,5% na tabela do imposto de renda é um grande ganho para a população e não é algo que comprometa o ajuste fiscal prometido", diz o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE). (Valor Econômico – 02.12.2014)
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