A correção da tabela de IR proposta em maio era de 4,5%, a meta de inflação prevista para o ano. Com isso, a parcela isenta de tributação passaria dos atuais R$ 1.787,77 para R$ 1.868,22 no ano que vem. A proposta inicial do governo também elevaria os limites de isenção para aposentadorias e pensões, a dedução anual com instrução e dependentes e o valor da dedução para quem declara por meio do formulário simplificado. A perda de receitas com a correção da tabela do IR terá que ser compensada de alguma forma no projeto de ajuste fiscal em elaboração pelos ministros nomeados para o segundo mandato. Levy e Barbosa trabalham em cortes de gastos, mas não conseguirão evitar aumentos de impostos. A equipe econômica chegou a sugerir, em maio, que a presidente elevasse a Cide, contribuição que incide sobre a venda de combustíveis. O ministro Guido Mantega deu declarações falando sobre ajustes na tributação de bebidas, cosméticos e cobrança de PIS-Cofins sobre produtos importados. Nada disso, no entanto, foi adiante por causa do calendário eleitoral. (Valor Econômico – 02.12.2014)
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