Os recursos, que formaram a Conta-ACR, são repassados mensalmente às distribuidoras. Na liquidação financeira das operações de outubro, que ocorre na semana que vem, as empresas apresentaram fatura de R$ 1,449 bilhão à Aneel. Só R$ 1,182 bilhão pode ser efetivamente liberado, desta vez, porque os recursos se esgotaram e não contemplam todas as necessidades das empresas para essa liquidação. Diante da falta de dinheiro, elas terão que arcar sozinhas com o valor restante. As informações constam de nota técnica da Aneel, que evidencia a "limitação de recursos contratados" para pagar os gastos de outubro. As distribuidoras já levaram sua preocupação à Aneel e ao MME. Um novo empréstimo está descartado, bem como um aporte adicional do TN, segundo fontes ouvidas pelo Valor. De acordo com relatos do setor privado, a conta estourou por duas razões. Uma foi o tamanho do "risco hidrológico", devido à escassez de chuvas e à queda dos reservatórios, que levou as usinas a produzir menos energia do que o definido em contratos. Quando isso ocorre, no caso das concessões renovadas no fim de 2012, as despesas com a compra de eletricidade no mercado de curto prazo são repassadas aos consumidores - e assumidas pelas distribuidoras até o reajuste seguinte. (Valor Econômico – 03.12.2014)
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