Com o valor de R$ 822 para o megawatt-hora no mercado "spot", as despesas cresceram acima do esperado. Outro fator de pressão veio das liminares que têm desobrigado geradoras de repor a energia de obras atrasadas. Para resolver as pendências do último bimestre do ano, que as empresas afirmam não ter condições de assumir com caixa próprio, o foco se volta à situação da hidrelétrica de Jirau. A usina, que está em construção no rio Madeira, atrasou consideravelmente sua entrada em funcionamento. Mesmo descumprindo o cronograma, livrou-se de pagar a conta pela reposição da eletricidade, já que obteve uma liminar na Justiça. Ela atribui o atraso a conflitos e greves trabalhistas, e que não foi responsável por isso. O "excludente de responsabilidade" para Jirau vale até um julgamento do processo administrativo pela Aneel. Segundo fontes, ESBR - concessionária que constrói e opera a usina - já teria deixado de pagar R$ 2 bilhões, graças à liminar, para repor eletricidade que não conseguiu entregar. As distribuidoras devem pressionar a agência por um julgamento ainda neste mês e acreditam na derrubada, pelo menos parcial, das alegações da ESBR. Se isso ocorrer, ela teria que acertar as contas de uma só vez, a exemplo do que ocorreu recentemente com a Santo Antônio Energia. (Valor Econômico – 03.12.2014)
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