A mineradora gaúcha Copelmi e o grupo coreano Posco planejam construir uma unidade de produção de gás natural sintético (GNS), ou "gás de síntese", a partir de carvão mineral no Rio Grande do Sul para injetar na rede da Sulgás, distribuidora controlada pelo governo do Estado e pela Petrobras. O projeto requer um investimento da ordem de US$ 1,8 bilhão e o plano é colocar a unidade em operação no fim de 2019 ou início de 2020, disse ao jornal Valor Econômico o diretor de novos negócios da Copelmi, Roberto Faria. A unidade terá capacidade para fornecer 2 milhões de m3 por dia de gás natural com o beneficiamento de 3,5 milhões de toneladas de carvão por ano. O volume supera o contrato atual de fornecimento de gás boliviano para a Sulgás por intermédio da Petrobras, que é de 1,85 milhão de m3 diários e vence em 2019. A Copelmi estuda o uso do carvão para a produção de GNS desde 2012 em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) e em abril passou a desenvolver o projeto com a Posco. O protocolo para a construção da usina será assinado hoje, 03.12.14, pelas empresas na sede do governo do Estado, que dará benefícios fiscais na importação de equipamentos. Também será firmado memorando para a venda do combustível à distribuidora, o que viabiliza econômico e financeiramente o empreendimento. Segundo Faria, o preço do GNS será "competitivo" com o do gás comprado atualmente pela Sulgás, em torno de US$ 10 a US$ 12 por milhão de BTU. (Valor Econômico – 03.12.2014)
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