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05/12/2014
Centro da meta é objetivo para inflação em 2017

Crescimento econômico de até 1% em 2015, inflação ao redor de 6,5% e juros próximos de 12,5% ao ano compõem o cenário para o próximo ano desenhado por economistas reunidos ontem em um evento em São Paulo. "Há um desejo de fazer um ajuste não só fiscal, mas monetário e cambial", afirmou o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. Para ele, não está entre os objetivos da autoridade monetária ter a inflação no centro da meta no próximo ano e nem mesmo em 2016. "Mas 2017 é um objetivo realista. Ancorando-se as expectativas é possível chegar a 4,5% em 2017 com uma taxa Selic de 12,5%". Segundo Goldfajn, a atividade econômica pode crescer até 1% em 2015, com viés baixista, em meio à possibilidade de racionamento de energia e queda de preços de commodities. Já a inflação de 6,5% também em 2015 deve ser puxada especialmente pelo real mais fraco. Para o CEO da Goldman Sachs, Paulo Leme, o país deve continuar com taxas de juros atraentes ao investidor externo, de 12,5% em 2015. Ele diz que o mercado internacional está a favor do Brasil, dadas as baixas taxas de juros globais, mas é preciso reorganizar a economia antes que os juros americanos retomem a trajetória de alta - o que deve ocorrer no fim de 2015 ou no começo de 2016. (Valor Econômico – 04.12.2014)

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