De olho numa solução para a conta de novembro e dezembro, as distribuidoras também estão atentas ao resultado do leilão que a Aneel fará hoje para reduzir a exposição em 2015. Segundo Marco Delgado, no ano que vem o volume de energia sem contrato é de 4 mil MW médios. Mesmo com a redução do preço máximo do mercado à vista para R$ 388, promovido pela Aneel na semana passada, a conta poderia chegar a R$ 7 bilhões só no primeiro semestre do ano se as empresas tiverem de recorrer ao mercado à vista. Por isso, se o certame de hoje não for bem-sucedido, o governo federal deverá tentar um novo leilão no começo do ano que vem para equacionar o problema. O mercado, porém, acredita que os preços estabelecidos pelo governo estão baixos comparados ao mercado de curto prazo: variam de R$ 180 o MWh a R$ 201 o MWh em contratos de cinco e três anos. Mesmo que não consiga contratar todo o volume necessário, o problema das distribuidoras deverá ser zerado a partir do segundo semestre de 2015. A partir de julho, diversas usinas que não aceitaram renovar as concessões em 2012 vão retornar para o Estado. (O Estado de São Paulo – 05.12.2014)
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