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08/12/2014
Superávit primário de 2015 deve ser de 1,2% do PIB

Para o economista Luka Barbosa, o superávit primário de 2015 deve ser de 1,2% do PIB, em linha com o anunciado pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É um esforço adicional de 1% do PIB em relação ao superávit primário de 0,2% projetado para este ano. O aumento de receita deve responder por 0,52 ponto dessa alta, estima ele. O aumento do IPI para automóveis de 3% para 5% deve render R$ 4 bilhões a mais ao cofres públicos em 2015, enquanto a recomposição parcial da Cide elevaria a arrecadação em outros R$ 5 bilhões. O ajuste ainda exigiria receita de R$ 15 bilhões, ou 0,3% do PIB, adicional em 2015. Do lado da despesa, a rigidez orçamentária torna a contenção de gastos mais difícil. O economista avalia que o corte deve recair sobre o gasto mais flexível, o investimento público, que teria redução de 0,34% do PIB em relação a 2014. A implementação de alterações nas regras de concessões de benefícios como seguro-desemprego, abono e pensão por morte, que vêm sendo discutidas pelo Ministério da Fazenda, reduziria a despesa em 0,2% do PIB, o suficiente apenas para compensar o aumento do gasto com benefícios sociais corrigidos pelo salário mínimo, que terá alta real de 2,5% no ano que vem. (Valor Econômico – 05.12.2014)

 

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