Notícias do setor
09/12/2014
Indústria que vende energia perde com teto menor de preço

As indústrias que aproveitaram o longo período de energia cara para gerir a queda da produção com lucro, ao vender a eletricidade excedente no mercado de curto prazo, vão enfrentar em 2015 um desafio: manter receitas sem alta da produção e com preços menores da energia. O volume excedente das indústrias de grande porte é de 1.400 MWh. Isso representa 2% de todo a demanda do país. Esse excesso gerou receitas próximas a R$ 5,5 bilhões a essas empresas entre janeiro e agosto de 2014. Com a definição da Aneel de cortar o teto do PLD para R$ 388,48 por MWh a partir de janeiro, as receitas das empresas com essa operação teriam caído 42%, em uma simulação da aplicação desses novos valores a este ano. Segundo Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, a receita proveniente da energia disponibilizada ao mercado de curto prazo é um pequeno efeito colateral positivo sobre um problema maior. Os objetivos do governo por trás do corte do teto do PLD se resumem no desestímulo à venda de energia no mercado de curto prazo. Para João Carlos Melo, presidente da consultoria Thymos, a saída dessas empresas vai ao encontro do desejo do governo de elevar a produção industrial. A expectativa de algumas das empresas consultadas pela Folha é que a redução no teto do PLD ajude a baixar o valor da energia no mercado livre, segmento no qual elas negociam a eletricidade a um preço mais baixo do que é oferecido pelas distribuidoras. A queda ajudaria a dar fôlego à produção. (Folha de São Paulo – 06.12.2014) 

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