Notícias do setor
09/12/2014
Entrevista com Ronaldo Marcelio Bolognesi: “Investir em hidrelétricas não é seguro hoje em dia”

Ao criar uma nova fronteira para o gás natural no Brasil, o gaúcho Ronaldo Marcelio Bolognesi, 72, presidente do Grupo Bolognesi, apresenta-se como um dos empresários mais ousados no setor de energia. Dono dos dois maiores projetos de usinas termelétricas, Bolognesi decreta a inviabilidade da continuidade da matriz hidrelétrica. Segundo ele, a restrição da construção de grandes reservatórios de água nas usinas que estão sendo projetadas na Amazônia impede a manutenção do "selo" sustentável que o Brasil detém no setor elétrico. "As principais hidrelétricas da Amazônia tiveram orçamentos muito abaixo dos custos finais das obras. [...] Os problemas nós estamos enfrentando hoje." O alvo da crítica são as grandes usinas construídas em áreas remotas da floresta amazônica, especialmente Belo Monte (PA), Jirau (RO) e Santo Antônio (RO). As três enfrentam dificuldades para manter os cronogramas em dia e para evitar uma explosão dos orçamentos. No fim de novembro, Bolognesi conseguiu emplacar no leilão realizado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) dois projetos que, quando prontos, serão as maiores termelétricas do país. As duas usinas, uma em Pernambuco e outra no Rio Grande do Sul, terão 1.238 megawatts de potência cada uma, o que representa cerca de 10% da capacidade instalada da usina de Itaipu. Sem poder contar com a Petrobras para a entrega do gás, para viabilizá-las, o empresário precisou projetar dois terminais de gaseificação, que ficarão ao lado das usinas, e firmar contratos de 25 anos para a compra do gás fora do Brasil. Ele conta que precisou convencer os fornecedores a aceitar o prazo, algo incomum no exterior, mas exigido pela legislação para projetos de termelétricas. Apesar de poucas sobras de gás, já que quase tudo será queimado nas termelétricas, os 16 metros cúbicos por dia de gás natural poderão aumentar em 18% a oferta do produto no país. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ e Folha de São Paulo – 08.12.2014)

 

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