A usina binacional Itaipu, localizada na fronteira com o Paraguai, no rio Paraná (PR), terá o preço da energia de 2015 elevado em 46,14% em relação ao valor praticado este ano. O custo da energia produzida pela usina aumentou com o objetivo de reverter as perdas da Eletrobras em 2014, que teve de bancar o prejuízo de R$ 3,946 bilhões. O saldo negativo em Itaipu veio da produção de energia abaixo do montante previsto nos contratos e da inadimplência de distribuidoras no mercado de curto prazo (spot). O dilema ao qual foi submetido a Eletrobras foi antecipado pelo jornal Valor Econômico no início da última semana. O reajuste de preço da energia foi aprovado em reunião da diretoria da Aneel. A tarifa de repasse da potência de Itaipu para 2015 foi fixada em US$ 38,07 por quilowatt-hora (KWh). Em 2014, o custo da energia vendida aos consumidores brasileiros foi de US$ 26,05/KWh. A diretoria da Aneel informou que a Eletrobras teve de "recorrer ao mercado" para cobrir o saldo negativo de Itaipu este ano. O prejuízo deve ser assumido pela estatal, conforme tratado firmado entre o Brasil e o Paraguai. Outras geradoras também enfrentaram a mesma dificuldade, decorrente da baixa do nível dos reservatórios de água das hidrelétricas. Na reunião da diretoria, o diretor da Abradee, Marco Delgado, manifestou a preocupação do seguimento com o aumento brusco da energia de Itaipu. As concessionárias temem uma nova pressão sobre o fluxo de caixa no próximo ano. A regra do setor prevê que as distribuidoras têm que carregar os custos financeiros da prestação do serviço até a data do reajuste tarifário anual. Em resposta, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou que a pressão pode ser amenizada com os recursos a serem repassados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), em 2015. (Valor Econômico – 10.12.2014)
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