Notícias do setor
11/12/2014
Bandeira tarifária pode repassar até R$ 800 mi por mês a distribuidoras

O sistema de bandeiras tarifárias pode repassar o montante mensal de até R$ 800 milhões ao caixa das distribuidoras a partir de 2015. Isso ocorrerá no mês que houver a indicação permanente de sinal vermelho na fatura dos consumidores em todas regiões do país. A estimativa máxima de repasse das despesas das distribuidoras com a compra de energia foi apresentada ontem pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. Originalmente, a Aneel previa implementar o regime de bandeiras tarifárias em 2014. A introdução do sistema foi postergada para o próximo ano em razão da explosão de preços da energia, por conta do longo período de escassez de chuvas que se estendeu pelos últimos dois anos. Se tivesse começado a valer este ano, todo o aumento de custo das distribuidoras com a compra de energia no mercado de curto prazo e geração térmica chegaria de imediato aos consumidores. Nos bastidores, o adiamento foi justificado pela necessidade de evitar a explosão das tarifas em ano eleitoral, com forte impacto sobre a inflação. Para contornar a situação, o governo teve de buscar alternativas com aportes bilionários do Tesouro Nacional, além do empréstimo de R$ 17,8 bilhões junto a bancos públicos e privados em favor das distribuidoras. Rufino espera que as bandeiras aliviem a pressão de caixa das distribuidoras no próximo ano. Segundo ele, o repasse mensal pode livrar o governo de ter de buscar uma nova ajuda financeira para o setor. A Aneel, segundo o diretor, tem feito o "melhor esforço de comunicação" para divulgar o sistema de bandeiras tarifárias. Para Rufino, é importante que o consumidor saiba o quanto está pagando pela energia. Ontem, o diretor da Aneel admitiu que os recursos para socorrer as distribuidoras neste ano já se esgotaram integralmente. Embora o seguimento continue a reivindicar mais ajuda financeira do governo, Rufino afirmou que é preciso esperar até janeiro para analisar se realmente é necessário. As distribuidoras já contabilizam prejuízos bilionário relacionados à cobertura de custos com a compra de energia em novembro e dezembro. (Valor Econômico – 10.12.2014)

 

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