Não está clara ainda qual a estratégia da nova equipe econômica para os repasses ao BNDES, apesar dos números apresentados. Há pouca dúvida entre a área técnica de que o banco estatal ainda precisará de repasses do TN em 2015 e talvez 2016. O próprio presidente do banco, Luciano Coutinho, já disse que os projetos contratados e o cronograma de desembolsos ainda elevados deixarão "margem pequena para reduzir aportes do Tesouro" em 2015. Assim, é pouco provável que não haja novas emissões. Está no radar do novo governo, no entanto, a elevação da TJLP, hoje de 5% ao ano, reduzindo, assim, os subsídios embutidos. A relação entre o Tesouro e o BNDES também deve mudar. A escolha de um novo presidente do banco de fomento vem sendo tratada dentro desse contexto. Uma das missões do futuro presidente será mudar a cultura de dependência da União instalada nos últimos anos. Espera-se, por exemplo, que o BNDES tenha uma tesouraria muito mais ativa e consiga captar mais recursos no mercado financeiro, tanto via mercado de capitais, quanto usando sua carteira de títulos públicos. É por isso que o nome escolhido para o comando da instituição deverá ter um perfil também alinhado aos ministros Levy e Nelson Barbosa, indicado ao Planejamento. (Valor econômico – 10.12.2014)
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