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11/12/2014
Itaú: Dólar a R$ 2,80 e taxa Selic a 12,5% no fim de 2015

11/12/2014

O crescimento da economia americana, em um cenário de déficit em conta corrente e de atividade fraca no Brasil, deve manter o câmbio pressionado em 2015, afirmou o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. A projeção da instituição é que o dólar atinja R$ 2,80 no fim de 2015.
Para a taxa básica de juros (Selic), a estimativa do Itaú é de uma alta moderada, para até 12,5% ao ano. Além da Selic, o economista espera um ajuste gradual da TJLP, a taxa de juros de longo prazo, usada como referência em empréstimos do BNDES.
O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff deve promover um ajuste suficiente apenas para evitar uma deterioração ainda maior dos fundamentos, segundo Goldfajn. "Nosso cenário não contempla reformas profundas que possibilitem um maior crescimento nos próximos anos", afirmou, durante almoço com a imprensa promovido pelo Itaú BBA, unidade de banco de atacado da instituição.
A projeção do economista é de expansão de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano e de 1,8% em 2016. A inflação deve se manter no teto da meta e fechar 2015 em 6,5%. Ao contrário dos anos anteriores, o maior peso para a inflação deve vir dos preços administrados, enquanto o preço dos serviços deve sofrer uma desaceleração, segundo Goldfajn.
Com foco no atendimento das 3 mil maiores empresas brasileiras e, desde o ano passado, de 31 mil companhias com faturamento a partir de R$ 30 milhões, o Itaú BBA percebeu uma certa "paradeira" no mercado em meio às denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, segundo o presidente do Itaú BBA, Candido Bracher. Ele disse, no entanto, que é difícil "colocar na conta" os impactos desse caso na economia e nos negócios. "É do interesse de todos que a situação seja esclarecida o quanto antes", afirmou.
Do ponto de vista do banco, a política de concessão de crédito às empresas se manteve, segundo Bracher. "Buscamos ter um relacionamento responsável e de longo prazo com os clientes", afirmou. "Nossa análise sempre foi muito criteriosa." O presidente do Itaú BBA disse que o banco procura analisar a viabilidade de projetos específicos das companhias.
Bracher vê espaço para uma redução gradual do papel que o BNDES desempenhou no financiamento às empresas nos últimos anos. "É importante que esse processo seja feito paulatinamente, mas o mercado de capitais tem capacidade para ocupar esse espaço", disse.
O chefe do banco de investimentos do Itaú BBA, Jean-Marc Etlin, afirmou esperar um mercado "mais construtivo" para ofertas de ações em 2015. Com apenas um IPO e duas ofertas subsequentes realizados no Brasil neste ano, o mercado de renda variável é hoje "uma sombra do que já foi", segundo o executivo.
Para as emissões de renda fixa, a projeção é de um mercado atuante em 2015. Segundo Etlin, as empresas continuarão captando recursos numa tentativa de se antecipar à alta de juros nos Estados Unidos. Com o resultado das eleições, retirou-se um pouco da volatilidade do mercado, o que ajuda a entrar em 2015 em condições mais realistas, disse Etlin (Assessoria de Comunicação, 10/12/14)

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