Notícias do setor
15/12/2014
Piora no cenário para as captações de recursos pelas empresas

A piora recente no cenário para as captações de recursos pelas empresas brasileiras afetou também as ofertas de títulos de dívida, como debêntures, no mercado local. A expectativa para as últimas semanas do ano é que apenas operações de curto prazo, com notas promissórias, ou de nomes com baixo risco sejam viabilizadas. Até mesmo emissores frequentes como a Cemig têm enfrentado dificuldades para captar. A subsidiária de geração de energia da estatal mineira obteve demanda apenas parcial para uma emissão de R$ 1,4 bilhão em debêntures fechada nesta semana, apesar das condições consideradas atrativas, segundo uma fonte de mercado. As emissões de debêntures destinadas a financiar projetos de infraestrutura também são afetadas pela piora nos mercados. A Salus Infraestrutura Portuária decidiu interromper por 60 dias úteis o pedido de análise de uma captação de pelo menos R$ 305 milhões em debêntures incentivadas. No acumulado do ano até novembro, o volume de captações locais é equivalente ao de 2013, mas em número de operações houve uma queda, de acordo com dados da Anbima, associação das instituições que atuam no mercado de capitais. Até o fim do ano são esperadas pelo menos duas emissões de notas promissórias, títulos com vencimento de até um ano. Quem está no mercado é a empresa de geração de energia AES Tietê, que contratou os bancos BTG Pactual, HSBC e Santander para realizar uma captação de notas promissórias de R$ 400 milhões. A companhia também pretende rolar essa dívida com uma oferta de debêntures no ano que vem. Esperar a chegada de 2015 também tende a ser a estratégia das companhias brasileiras que têm planos de fazer captações externas. Fontes de bancos que atuam na estruturação de ofertas de bônus já consideram este ano encerrado para captações externas. A próxima semana é a última disponível antes do recesso de fim de ano, mas a avaliação é que ir a mercado agora é uma missão impossível. Embora os juros dos títulos americanos continuem baixos, as taxas subiram nos últimos dias com os investidores privilegiando ativos de menor risco. (Valor Econômico – 12.12.2014)

 

 

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