Já nos cálculos de Priscilla Burity, do banco Brasil Plural, que trabalha com bandeira vermelha em todos os subsistemas no período, o IPCA acumulado em 12 meses começará 2015 em 6,9%, assumindo que o indicador mensal terá alta de 1%, com impacto de 0,25 ponto percentual vindo das tarifas de energia elétrica. "Basicamente, o regime de bandeiras muda a sazonalidade dos preços de energia", comenta a economista, já que os reajustes que normalmente seriam incorporados nas revisões tarifárias das distribuidoras serão antecipados para janeiro. Sem a entrada em vigor do sistema de bandeiras, Romão calcula que o IPCA de janeiro ficaria no nível esperado para dezembro, em 0,72%. Com a pressão adicional das contas de luz, no entanto, o indicador deve subir 0,94%, num período já marcado por aceleração de outros grupos, como alimentos. "Não será um janeiro extraordinário, mas mesmo assim a inflação será pesada." Na média de 2015, a LCA estima que o item energia elétrica vai subir 20,9% dentro do IPCA, previsão revisada para cima recentemente, em função do reajuste de 46% da tarifa de potência da usina de Itaipu, que serve de base para o pagamento mensal das distribuidoras pela energia contratada. (Valor Econômico – 12.12.2014)
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