Mesmo quando fazem tudo direitinho, as subsidiárias da Eletrobras dificilmente cumprem prazos. Uma auditoria do TCU detectou atrasos relevantes da Chesf na execução de três lotes de linhas de transmissão no Nordeste. Eles tiveram contratos de concessão assinados em 2012 e deveriam entrar em operação comercial em janeiro de 2014, o que não aconteceu. As obras somavam investimentos de quase R$ 350 milhões. O projeto visava escoar a energia elétrica produzida em parques eólicos no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Bahia. Também pretendia reforçar o abastecimento nas áreas norte e sul da região metropolitana de Recife, que dá sinais de esgotamento. O relator do processo, ministro André Luís de Carvalho, destacou a "atuação tempestiva" da Chesf para vencer os obstáculos que impediam a evolução das obras. Em voto proferido no plenário do tribunal, há duas semanas, Carvalho descreveu "óbices" no licenciamento ambiental e apontou problemas na emissão de declarações de utilidade pública das áreas por onde vão passar os linhões. Diante dos atrasos, ele colocou em xeque a própria viabilidade financeira do empreendimento. "A redução da rentabilidade esperada pode ocasionar impactos negativos no desempenho da Chesf ", afirmou. (Valor Econômico – 15.12.2014)
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