Notícias do setor
16/12/2014
Claudio Sales questiona a postura da Eletrobras em leilões recentes

"Historicamente, a execução da Eletrobras tem frustrado os investimentos orçados por ela mesma", diz Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, um observatório do setor elétrico. Agora, segundo o especialista, uma combinação de três fatores agrava esse quadro. Em primeiro lugar, ele cita os efeitos da MP 579, que derrubou as receitas nos segmentos de geração e de transmissão. Em seguida, menciona a "gestão ineficiente" de algumas subsidiárias, principalmente as distribuidoras. "Elas não conseguem prestar serviços com qualidade razoável e têm sido um sorvedouro de recursos." Por fim, Sales questiona a postura do grupo em leilões recentes, que estaria levando a investimentos com rentabilidade insuficiente ou inferior ao custo de oportunidade. Em outras palavras, a estatal ganha menos dinheiro com o retorno de seus projetos do que embolsaria simplesmente aplicando seus recursos no mercado. Ele dá um exemplo. Nos últimos leilões de linhas de transmissão, a Eletrobras arrematou lotes que não tiveram mais nenhum interessado. Desnecessariamente, já que não competia com mais ninguém, apresentou deságio sobre os valores máximos estipulados pelo governo, abrindo mão de receitas. (Valor Econômico – 15.12.2014) 

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