Segundo Rufino, o aumento adicional no preço da energia será analisado caso a caso, de acordo com a capacidade de cada elétrica de absorver os custos extras. Ou seja, distribuidora por distribuidora. Portanto, não será uma decisão única com efeito para todos os consumidores.Se a empresa tiver caixa para fazer frente ao pagamento à CDE, não terá de passar pelo reajuste extraordinário. Ela recolherá o valor correspondente de seus consumidores mais adiante, no momento de seu reajuste tarifário. Mas, se a empresa não tiver condição de fazer o pagamento, o reajuste extraordinário deve ser determinado no início do ano.Outra pendência bilionária que deve onerar o consumidor no próximo ano ainda não tem solução desenhada.O mercado estima em outros R$ 3 bilhões o deficit das distribuidoras para o pagamento da compra de energia em novembro e dezembro.Esses pagamentos serão feitos em janeiro e fevereiro, mas ainda não há definição de onde sairá o dinheiro. Enquanto os empresários dizem não conseguir cobrir o buraco, o Tesouro não se comprometeu a fazer novos repasses.
Segundo Rufino, a dívida pode ser amenizada com a entrada em vigor das bandeiras tarifárias, sistema que elevará, mês a mês, o preço da energia ao consumidor, conforme o custo real do mercado.
SOMA DE BILHÕES - Além desses R$ 6 bilhões, as tarifas podem sofrer em 2015 o impacto de empréstimo de R$ 17,8 bilhões tomado pelas distribuidoras para fechar suas contas (com previsão de repasse até 2016) e de pagamento de quase R$ 10 bilhões cobertos pelo Tesouro a serem repassados em cinco anos a partir de 2014.
Há ainda R$ 4 bilhões da elevação, já aprovada, da tarifa da usina de Itaipu que passa a valer em janeiro. (Folha de S. Paulo)
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