As distribuidoras devem voltar a apresentar balanços mais previsíveis a partir do quarto trimestre. Atendendo a um pleito antigo do setor, a CVM aprovou na semana passada uma deliberação que aprova o reconhecimento de ativos e passivos regulatórios nas demonstrações financeiras. Na prática, isso significa que as companhias poderão contabilizar os ganhos ou perdas com compra de energia que são repassados às tarifas conforme eles acontecem e não apenas na data de reajuste anual, reduzindo o sobe-e-desce dos resultados. O impacto é relevante. No caso da Eletropaulo, por exemplo, no terceiro trimestre, havia um ativo regulatório de R$ 227,9 milhões a recuperar nos próximos reajustes, muito acima dos R$ 130,6 milhões de lucro que a empresa teve no período. Na CPFL, os ganhos de R$ 97 milhões poderiam ser 50% maiores, sem considerar efeitos tributários, caso os ativos regulatórios de R$ 52 milhões já tivessem sido recuperados. O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, classificou a alteração como uma "grande vitória do setor". "Acho que perda de parte da liquidez do setor ocorreu porque perdemos alguns investidores que estavam acostumados com a estabilidade e, com a entrada do novo padrão, passaram a não entender o desempenho da empresa", afirmou em encontro com analistas e investidores em São Paulo. (Valor Econômico – 16.12.2014)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br