O ministro indicado da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem que os ajustes nas contas públicas terão que ser "balanceados" e não descartou mudanças nos impostos. "Tem que ser um pacote balanceado, é a prioridade. A gente tem que pegar os diversos gastos que já foram feitos, estancar alguns, reduzir outros. E na medida do necessário, a gente pode considerar também algum ajuste de impostos", afirmou Levy. Segundo ele, ajustes terão que ser compatíveis com o aumento da taxa de poupança do país, hoje em torno de 13%, um nível considerado muito baixo. "Temos que poupar mais para investir mais, e também estar preparado para o mundo que, como vimos nos últimos dias, está mais turbulento". Ele não descartou a elevação da Cide, imposto que incide sobre os combustíveis. "É uma possibilidade", apontou. "Há outras". Quanto ao superávit, ou déficit, fiscal que será apresentando em 2014, Levy afirmou que qualquer que seja o caminho que a presidente Dilma Rousseff achar mais adequado "sempre haverá implicação para o ano que vem". "Se seu resolver pagar tudo, de repente a dívida aumenta, se houver modulação, significa que vamos ter que ter alguma acomodação. Não existe solução fácil nesse sentido", disse. (Valor Econômico – 18.12.2014)
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