A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária responsável pela construção e operação da hidrelétrica de Jirau, adverte que retardará a entrada em funcionamento de novas turbinas da usina caso não receba um "perdão" da Aneel pelo atraso em suas obras. Em plena crise energética, o resultado pode ser um "buraco" de 450 megawatts (MW) no reforço do sistema interligado nacional. O alerta foi dado ontem pelo presidente da ESBR, Victor Paranhos, que agiu para evitar uma decisão da Aneel sobre o pedido de "excludente de responsabilidade" pelo atraso nas obras de Jirau. Uma perícia judicial concluiu que dois incêndios e revoltas trabalhistas nos canteiros da usina, localizada no rio Madeira (RO), levaram a um atraso de 535 dias nas obras sobre o qual a concessionária não teria nenhuma responsabilidade. Para a área técnica da agência, no entanto, o "excludente" é bem menor: 155 dias. A diferença entre as duas estimativas pode representar rombo de R$ 3,2 bilhões no caixa de Jirau, segundo Paranhos, levando em conta os preços atuais do megawatt-hora no mercado de curto prazo. Pelas regras do setor, a ESBR precisa repor financeiramente o montante de eletricidade não fornecido às distribuidoras. O impacto é tão grande, diz o executivo, que ditará o ritmo das obras no futuro. (Valor Econômico – 04.02.2015)
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