As afluências deverão ser de 51% da média histórica para o período, sem indicar reversão do cenário de seca que atinge essa e outras regiões na época em que os reservatórios deveriam encher. Atualmente, o nível das represas do Sudeste está a 16,58%, bem inferior ao registrado antes do racionamento de 2001, quando estavam acima dos 30%. Já o consumo de carga de energia elétrica no sistema nacional deve cair em 2,2% em fevereiro, na comparação com mesmo mês de 2014, queda maior que a esperada inicialmente, em -0,7%. O governo federal já admitiu que estuda medidas de eficiência energética como objetivo de reduzir o consumo de energia.
O baixo nível das represas do país leva diversas regiões a fazerem racionamento de água e, no setor elétrico, especialistas dizem que o incentivo à redução ao consumo já deveria ter iniciado e que as probabilidades de haver necessidade de racionamento neste ano já ultrapassam 50%. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) elevou nesta semana o risco de haver déficit de energia no Sudeste neste ano a um nível acima do considerado tolerável no sistema, a 6,1%, considerando todas as térmicas em funcionamento. Diante do cenário desfavorável, o Custo Marginal de Operação (CMO) do sistema elétrico, que é o custo para produção de cada unidade adicional de energia, subiu a R$ 2.158,57 por megawatt-hora no Sudeste/Centro-Oeste e Sul, para a próxima semana, ante R$ 1.916,92, na semana em vigor. (Agência Reuters)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br