Notícias do setor
09/02/2015
Hidrelétricas fazem apelo para conter nova sangria

Diante do segundo ano consecutivo de perdas bilionárias, por causa do baixo nível dos reservatórios, os donos de usinas hidrelétricas estão fazendo novos apelos ao governo federal para estancar a sangria financeira que não para de crescer. Neste ano, conforme projeções do setor, os números verificados em 2014 devem se repetir e as geradoras precisarão desembolsar mais de R$ 20 bilhões para repor o montante de energia previsto em seus contratos e que não foi efetivamente produzido. Apesar do rombo financeiro, esse déficit na geração tem sido tratado pelo governo como risco inerente ao negócio. Para a Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), esse cenário já compromete o equilíbrio econômico do setor. Com os reservatórios em queda, o buraco pode chegar a R$ 25 bilhões em 2015. "Precisamos buscar uma saída urgente para mitigar o impacto", diz o presidente da Abrage, Flávio Neiva. Esse déficit pode piorar com as medidas de redução voluntária do consumo que o governo prepara. Ao acionar geradores de estabelecimentos comerciais, ou pedir para que a população faça economia, o objetivo é poupar água das represas, diminuindo a intensidade de acionamento das hidrelétricas. O plano pode até funcionar como um antídoto contra o agravamento da crise de abastecimento, mas tem um efeito colateral: menos turbinas produzindo energia significam um déficit ainda maior na geração das hidrelétricas, sem que haja nenhum tipo de compensação aos donos das usinas. "Para nós, a racionalização é o pior dos mundos", diz Neiva. (Valor Econômico – 06.02.2015)

 

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