A Light tem motivos de sobra para se preocupar com o impacto do "realismo tarifário" este ano, que poderá elevar os índices de inadimplência e, pior, de perdas comerciais (furto e fraude de energia) da empresa. A questão ganha contorno especial para a companhia porque ela precisa alcançar em meados deste ano a primeira meta de perdas estipulada pela Aneel. Em agosto, a autarquia fará uma fiscalização prevista no acordo firmado com a concessionária e que determinou o repasse adicional de R$ 750 milhões para as tarifas dos consumidores para auxiliar no combate às perdas. No fim de dezembro, a Light alcançou índice de perdas totais (técnicas mais comerciais) sobre o mercado residencial de 40,9%, com queda de 1,3 pontos percentuais, em relação a igual período de 2013, e de 0,4 ponto percentual ante setembro do ano passado. Pelo acordo com a Aneel, a companhia tem que alcançar perdas de 39,92% em agosto. "Nossa meta passa necessariamente por não deixar que o efeito desses reajustes contamine a trajetória que estamos buscando para atender a meta da Aneel", afirmou ontem o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, em teleconferência com analistas sobre os resultados de 2014. (Valor Econômico – 10.03.2015)
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