Editorial do Financial Times
A Petrobras tem um sério problema de imagem (e ele não se limita ao recente escândalo). O mercado simplesmente despreza a estatal.
Pesquisa do Credit Suisse com 160 administradores de carteiras de investimento mostra que a maioria deles desaprova as recentes mudanças na gestão e quase um quinto considera que a empresa nunca (nunca!) gerará fluxo de caixa livre.
O problema principal é a queima de caixa. Dados os preços mais baixos do petróleo, é provável que o deficit se agrave neste ano, a despeito da promessa da direção da empresa de reduzir os gastos.
A maioria das companhias captaria recursos no mercado para cobrir essa lacuna. Mas a dívida da Petrobras já é perigosamente alta. Logo, acumular mais dívidas não é o caminho para reconquistar o coração dos investidores.
Outras opções são a venda de ativos e a emissão de ações, mas, após isso, há o trabalho sério: garantir que os deficit não voltem a ocorrer --o que pode significar um corte nos investimentos de até 50%.
Isso é muito agressivo. Mas a Petrobras está perto de se tornar um pária no mercado. A outra opção seria um resgate integral pelo Estado (Financial Times, 18/3/15)
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