Formatação, condições e diretrizes ainda estão sendo definidas
Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão
19/03/2015
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, confirmou os rumores de que o governo estaria preparando um leilão exclusivo para o atendimento a ponta de carga do sistema elétrico, hoje concentrada no horário entre 14 e 17 horas. O certame será específico para empreendimentos localizados em regiões metropolitanas. Outra premissa adotada é que a geração seja flexível, podendo operar por um determinado número de horas por dia, usando como combustível o gás natural. “Esse é um leilão que ainda está sendo concebido, mais voltado para a ponta”, informou o executivo nesta quinta-feira, 19 de março, durante participação no fórum Agenda Setorial 2015, promovido pelo Grupo CanalEnergia, no Rio de Janeiro.
Para que o leilão se concretize, no entanto, existem alguns desafios a serem superados, entre eles a necessidade de compatibilizar a localização da térmica com o suprimento de combustível, por meio de rede de gás natural disponível, bem como adequar a potência a ser instalada à oferta de conexão elétrica, e por fim: superar as exigências do licenciamento ambiental para esse tipo de geração. Segundo Tolmasquim, a ideia inicial é trabalhar com o gás natural disponível em distribuidoras de três grandes metrópoles: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Mas está tento algumas questões. Estamos olhando para a Petrobras também, se ela queria fornecer”, disse.
Ele afirmou que hoje a questão principal é o fornecimento do combustível. Algumas distribuidoras têm excedentes de gás, mas não é pelo período que a EPE pretende fazer os contratos, de 15 anos, renovados por mais cinco. Segundo ele, uma distribuidora teria combustível para o período todo, as outras só até 2019.
Outro desafio é o curto prazo para a entrada em operação desses equipamentos. A expectativa é de que essa geração esteja disponível já em 1º janeiro de 2017. “É um leilão típico para termelétricas de partida rápida. Mas como disse, tudo isso ainda está sendo discutido e toda hora está mudando”, ponderou o executivo, informando que já foram feitas várias reuniões com fabricantes de equipamentos.
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