O governo não abre mão de estabelecer um plano quinquenal de investimento para as distribuidoras que renovarem as concessões até 2017. Esse foi o entendimento apresentado ontem pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, conforme antecipou o Valor na quarta-feira. Ao todo, 42 distribuidoras devem ter os contratos renovados nos próximos anos. Com a extensão de prazo, o governo pretende monitorar anualmente a aplicação dos recursos. "O plano de investimento quinquenal é uma questão que o ministério efetivamente não abre mão", disse a jornalistas. Para Braga, agora é o momento de abrir o diálogo com o setor, inclusive sobre os pontos mais polêmicos. A ideia, por exemplo, de exigir um pagamento pelo direito à prorrogação dos contratos ainda sofre resistência. Segundo ele, a cobrança de outorga está entre as decisões que ainda precisam ser acertadas dentro do modelo de renovação idealizado pelo governo. Para o ministro, o custo da outorga pode ter o seu impacto minimizado para as empresas, o que também poderia ocorrer se essa cobrança fosse resultar numa elevação das contas de luz. "Isso ocorre ao longo de determinado período. Se você tem uma outorga por 'x' tempo é óbvio que essa outorga é diluída ao longo desse período". (Valor Econômico – 20.03.20
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