A tese de que o consumo menor que o previsto e o aumento das chuvas, além de algumas medidas de suprimento extra, irão evitar um racionamento de energia este ano é cada vez mais defendida pelo governo. Depois do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ontem foi a vez de outros dois dos principais integrantes da cúpula energética, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, e o diretorgeral do ONS, Hermes Chipp, falarem sobre o tema. Eles tentaram tranquilizar investidores do setor elétrico sobre as condições de atendimento do sistema este ano. Deixaram claro, porém, que o corte compulsório da carga de energia será evitado a custo caro: a desaceleração da atividade e a meta de chegar a novembro com nível de armazenamento de apenas 10% nos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, jogando o risco de desabastecimento para o próximo ano. "A probabilidade [de racionamento] é baixa. Não é zero, mas é baixa. Março está sendo um mês bom. A perspectiva para março e abril é boa. Isso dá mais tranquilidade", disse Tolmasquim. (Valor Econômico – 20.03.2015)
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