Notícias do setor
24/03/2015
Banco Brasil Plural: venda de energia perde relevância com o novo preço no curto prazo

O analista do banco Brasil Plural, Rogério Araújo, avalia que a venda de energia perde relevância com o novo preço no curto prazo, mas ainda mantém seu espaço como fonte de receita para as empresas até o vencimento dos atuais contratos. Isso porque as fabricantes fecharam acordos de fornecimento a preços mais baixos do que os atuais, pressupondo um certo nível de atividade, e agora têm sobra de energia diante do menor consumo. Segundo ele, a Santos Brasil tem contrato vigente até o fim do ano e a Tupy, até o ano que vem - o acordo de fornecimento da Metal Leve venceu no ano passado. No último trimestre de 2014, a venda de excedente de energia gerou receita de R$ 7,4 milhões à Metal Leve, representando 1,1 ponto percentual da margem de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). Para a Santos Brasil a venda de energia no mercado spot foi de R$ 3,4 milhões no quarto trimestre, ou 1,4 ponto percentual da margem Ebitda; já para a Tupy, chegou a R$ 9 milhões, 1 ponto da margem Ebitda, segundo cálculo do analista do Brasil Plural. Para compensar a mudança no preço da eletricidade, as companhias agora adotam outras medidas para tentar lidar com o contexto de menor demanda no mercado interno. "Redução de custos é a tônica da maioria das empresas, através do controle de despesas operacionais e otimização de processos. Tudo isso traz melhoria de custos e ajuda a melhorar resultados, compensando parcialmente a redução de demanda", diz o analista da Coinvalores, Bruno Piagentini. "As empresas estão tentando ajustar seus custos para a nova realidade de volume", completa Araújo. (Valor Econômico – 23.03.2015) 

Localização
Av. Ipiranga, nº 7931 – 2º andar, Prédio da AFCEEE (entrada para o estacionamento pela rua lateral) - Porto Alegre / RS
(51) 3012-4169 aeceee@aeceee.org.br