Restando pouco menos de um mês para o fim do período chuvoso, os reservatórios das hidrelétricas do subsistema SE/CO, o principal do país, alcançaram o patamar de 30% de armazenamento. Os lagos das usinas das duas regiões estavam com 29,9% da capacidade de estoque e tendência de alta. O índice de 30% é o mínimo necessário para evitar a necessidade de racionamento de energia. A conta considera uma queda média de 20 pp do nível dos reservatórios durante o período seco, o que levaria as usinas a alcançarem a marca de 10%, considerada o limite mínimo para operação das hidrelétricas. A melhora do regime hidrológico, aliada à tendência de queda do consumo de energia este ano, pode levar o CMSE, órgão que reúne a cúpula energética do governo, a reduzir o risco de déficit de energia para o SE/CO. Anteriormente, o CMSE reduziu o risco de déficit no SE/CO, de 7,3% para 6,1%. A EPE, reviu a projeção do consumo de energia no país este ano, passando de previsão de alta de 3% para estimativa de queda de 0,5%. Segundo a consultoria de energia GV Energy, a probabilidade de haver um déficit de energia no sistema nacional superior a 5% da carga caiu de 25%, em março, para 16%, em abril. Um racionamento em 2015 está praticamente descartado, apesar de os reservatórios estarem com os piores níveis de armazenamento desde 2001. O ONS reduziu a estimativa de chuvas para o SE/CO em abril, passando de 95% para 88% da média histórica para o mês. Também reduziu a previsão de estoque nos reservatórios das duas regiões no fim deste mês, de 35,3% para 33,9% da capacidade. Segundo o diretor¬geral, Hermes Chipp, os reservatórios deverão fechar abril com nível entre 32% e 35%. Segundo Patrícia Madeira, meteorologista do Instituto Climatempo, a expectativa para abril é a de ocorrência de um volume de chuvas normal ou um pouco abaixo da média histórica no SE/CO. Com relação ao NE, onde a situação também é crítica, o ONS reduziu a expectativa de chuvas em abril, de 62% para 59% da média histórica. Com isso, o órgão reviu, de 29% para 27,9%, a expectativa de estoque nos lagos das usinas no fim do mês. A partir de abril foi implementada a redução da vazão defluente de Sobradinho de 1.100 m3/s para 1.000 m3/s, para preservar os estoques armazenados nos reservatórios. No ano passado, a vazão defluente já havia sido reduzida, de 1.300 m3/s para 1.100 m3/s. (Valor Econômico – 07.04.2015)
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