O aumento da conta de luz de 36,34% no primeiro trimestre deste ano, divulgado ontem pelo IBGE, está em linha com o calculado por consultorias de energia do país. Segundo a Thymos Energia e a PSR, o aumento das tarifas das distribuidoras nos primeiros três meses do ano foi de 39%. Desse total, segundo as duas instituições, a maior parte, de 23 pontos percentuais, é relativa à revisão tarifária extraordinária das distribuidoras. O restante é referente à bandeira tarifária. Segundo João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, o passivo acumulado no setor elétrico até agora soma R$ 115 bilhões. "Isso está sendo passado paulatinamente [para as tarifas]. Até 2020, tem uma bolha tarifária a ser passada", disse o especialista. De acordo com Priscila Lino, diretora da PSR, o maior repasse para as tarifas ocorreu neste primeiro trimestre, o que deve evitar novos aumentos bruscos. Mello lembrou também que, com relação às bandeiras tarifárias, pode haver um alívio nos reajustes tarifários futuros das distribuidoras, uma vez que o repasse da bandeira tarifária ao consumidor é imediato. O salto da conta de luz divulgado pelo IBGE também está de acordo com o previsto pela Fecomércio RJ. A Fecomércio RJ também defendeu a criação de compensações, como bônus para consumidores e estabelecimentos que reduzam o consumo de energia. (Valor Econômico - 09.04.2015)
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