O ano de 2015 ficou livre do racionamento de energia elétrica e o risco pra 2016 ficou menor. A conclusão é da LCA Consultores, que se debruçou sobre o passado e sobre previsões futuras para o comportamento do PIB, consumo de energia, média de chuvas e nível dos reservatórios. A melhora no cenário virá, em parte, da atividade fraca e do aumento de preços do insumo em 2015. A LCA estima uma queda de 1,2% no PIB de 2015 e uma pequena alta de 1% em 2016. O preço médio de energia foi calculado em 46,7% para este ano e zero em 2016. Ainda fazem parte das premissas da consultoria uma temperatura na média dos últimos cinco anos e uma queda no consumo de energia elétrica de 1% em 2015 e de 2,2% em 2016. A queda mais forte em 2016 decorre da avaliação de que o preço real afeta o consumo de energia com alguma defasagem. Na média, a queda estimada na carga de energia será de 2,3%. A LCA calculou o nível de reservatórios no início de 2016 para quatro cenários diferentes de chuvas. Com chuvas em 85% a 90% da média histórica, o nível dos reservatórios em 2016 estará semelhante ao do ano passado. Com chuvas acima de 95% da média, o quadro de energia armazenada será melhor. Apesar do risco um pouco menor esperado para 2016, o risco de racionamento só vai sumir em 2017 em diante e que até lá continuará constrangendo o PIB futuro e o investimento produtivo. Estudos indicam que o consumidor é pouco sensível a preço, mas o país nunca teve um aumento tão expressivo no preço. (Valor Econômico – 06.05.2015)
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