O vice¬presidente do BNDES, Wagner Bittencourt, confirmou que o banco trabalha com o Palácio do Planalto num plano de concessões. Bittencourt reiterou que o setor de logística será o carro¬chefe dos investimentos nos próximos anos e que prevê aportes de quase R$ 600 bi em infraestrutura até 2019. Além de logística, o executivo também destacou investimentos em transporte. "É preciso investir 0,4% do PIB anualmente em mobilidade, o que não é pouco", disse ele. Bittencourt também afirmou que há previsão de investimentos que somam R$ 192 bi, nos próximos quatro anos, na geração de energia, inclusive em fontes renováveis. "Esse setor não só está contribuindo mais para uma geração renovável, mas também criando uma cadeia de fornecedores. O leilão para energia solar também irá criar uma cadeia, como foi observado no setor eólico", disse Bittencourt. O executivo do BNDES classificou ainda a situação econômica brasileira como "bastante desafiante", mas acredita que o país tem bases sólidas, como dívida reduzida e boas reservas, "o que leva hoje o Brasil a ter uma situação muito mais equilibrada". Para Bittencourt, "a inflação é significativa" e, com esforço econômico, deverá chegar a 5,6% a partir de 2016. Em outro painel do evento, o economista da USP, Gilmar Masiero, especialista em estudos sobre a Ásia, comparou o Brasil com a Coreia do Sul e mostrou como a país asiático evoluiu para uma economia com intenso uso da tecnologia. Ele aponta três fatores que levarem à explosão industrial da Coreia: políticas econômicas claras do governo, promoção de exportações par ao mercado global e incentivo à competitividade das indústrias de melhor desempenho. O economista lembrou que a educação foi a chave que alavancou o desenvolvimento coreano. (Valor Econômico – 12.05.2015)
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