Notícias do setor
19/05/2015
BC vê sinais de 'distensão' nos salários

Os sinais de "distensão" no mercado de trabalho ao longo dos primeiros meses de 2015, visíveis na evolução do rendimento médio nas pesquisas de emprego e nas convenções coletivas, também são resultado de mudanças estruturais na economia brasileira, afirmou o diretor de política econômica do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva. Ao apresentar o Boletim Regional em São Paulo, na sexta, Awazu disse que a entrada de jovens mais qualificados no mercado de trabalho pode aumentar a eficiência do setor de serviços e levar os salários a crescerem mais em linha com a produtividade. Segundo dados do BC apresentados por Awazu, os aumentos reais médios negociados nas convenções coletivas de trabalho recuaram de alta de 2,6% em fevereiro do ano passado para 0,7% neste ano. Ainda é um avanço acima da inflação do período, mas bem menor que em 2014. A moderação dos reajustes negociados nos acordos salariais foi um dos aspectos da distensão no mercado de trabalho destacados por Awazu. Segundo ele, "já se vislumbra algum processo de moderação salarial" também no rendimento médio real nas pesquisas de emprego. Para o diretor, a desaceleração dos salários tem reforçado outra dinâmica, mais estrutural, que é o aumento de jovens a procura de uma vaga de trabalho. "Em certo momento, houve redução na taxa de participação, particularmente entre os mais jovens, que decidiram melhorar qualificação antes de ingressarem no mercado de trabalho. Hoje, com término dessa qualificação, há retorno dessa geração a busca por uma vaga. É uma característica que explica um pouco essa distensão". (Valor Econômico – 18.05.2015)

 

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