Notícias do setor
20/05/2015
Usina com contrato a vencer terá novo leilão

O governo pretende fazer em setembro o leilão de um bloco de 30 hidrelétricas cujo contrato de concessão vence entre julho de 2015 e novembro de 2016. Conforme a portaria do MME publicada ontem, entre os empreendimentos que serão licitados estão usinas de grande porte como Ilha Solteira e Jupiá, da paulista Cesp, Três Marias, da mineira Cemig e Governador Parigot de Souza, da paranaense Copel. As 30 hidrelétricas somam 6.073,9 megawatts (MW) de capacidade instalada, localizadas nos Estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. O leilão será dividido em seis lotes. O primeiro terá duas usinas em Goiás, com total de 16 MW; o segundo envolverá três hidrelétricas no Paraná e São Paulo (300 MW). Cinco empreendimentos em Santa Catarina (63,4 MW) fazem parte do lote C. O quarto agrega 17 usinas mineiras (303,6 MW). Com 396 MW, Três Marias será ofertada em separado no quinto lote. O último, dividido em dois sublotes, envolverá as concessões de Jupiá e Ilha Solteira, que somam 4.995,2 MW. As concessões devem ser outorgadas por 30 anos ou até o término do contrato vigente, o que vier a ocorrer por último. Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura, a portaria, na prática, disciplina os procedimentos o leilão das usinas. "De um modo geral, os agentes que tinham a concessão dessas usinas se mostram favoravelmente [a permanecer no negócio] até a licitação, que, inclusive pode ser vencida pelo atual operador", disse ele, em evento no Rio. Especialistas consultados pelo Valor acreditam que os empreendimentos despertarão o interesse das empresas. Para Thaís Prandini, diretora da consultoria Thymos Energia, o lote que deve atrair mais interessados é o das duas grandes hidrelétricas da Cesp. Ela destacou ainda que, pela legislação em vigor, companhias estrangeiras ainda não atuantes no Brasil que queiram disputar o leilão deverão se aliar a empresas nacionais. Isso porque só podem assumir a concessão desses empreendimentos, empresas que já tenham experiência no negócio e possuam pelo menos uma hidrelétrica no país. "Os leilões podem ser interessantes, mas dependem do preço-teto", lembrou a especialista. (Valor Econômico – 19.05.2015) 

 

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