Alguns meses após o término de um contrato de fornecimento de energia de dez anos com a Cemig, estatal elétrica mineira, e sem chegar a um acordo para renovação em bases de preços competitivos para a atividade, fabricantes de ferroligas de Minas Gerais vêm paralisando operações desde o fim de abril. O processo de fabricação das ligas é eletrointensivo, com o insumo responsável por até 45% do custo em algumas empresas. Esses produtos, na forma de ligas de silício, manganês, níquel, nióbio e cromo, são importante matéria-prima na produção de aços comuns e especiais e na indústria eletroeletrônica, como baterias de celular e laptops. Cerca de 65% da produção brasileira, que atinge 900 mil toneladas ao ano, é voltada para exportação, rendendo divisas de quase R$ 4 bilhões. São várias as empresas que atuam em Minas Gerais e a maioria já estaria, em média, com 80% da produção paralisada - Dow Corning, Bozel, Nova Era Silicon, Vale (em manganês), Liasa, grupo Rima, Inonibras e Minasligas. As fabricantes mais afetadas são as de ferro-silício, cujo peso da energia no custo alcança 40% a 45%. Já nos fornos de silício metálico, ferro-cromo e ferro-níquel, a energia consumida varia de 35% a 40% no custo. Com peso na faixa de 20% estão os produtores de ferro-manganês e de nióbio. As empresas e a Cemig estão em negociações, sem chegar a um bom termo, desde o fim do ano. (Valor Econômico – 09.06.2015)
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