A coleção de aumentos de tarifas públicas no início do ano continua e, aparentemente, espalha efeitos pelos preços, o que levou a inflação de maio a surpreender - negativamente - os analistas de mercado, ao mostrar alta de 0,74% na passagem mensal, o que já significa 8,47% nos doze meses encerrados em maio. Diante dos números, as expectativas agora são de que o IPCA só deve começar a desacelerar no último trimestre de 2015. Para analistas, o cenário mais provável ainda é de um último aumento de 0,25 ponto na próxima reunião, já que o aperto das condições monetárias tem efeito defasado sobre a economia e cada indicador de atividade divulgado reforça a avaliação de que o país está em recessão. Por outro lado, dizem, é essencial restringir o choque de preços administrados a 2015 e, por enquanto, os sinais são de que esses reajustes estão sendo em alguma medida repassados para os preços. Em maio, boa parte da surpresa com o IPCA ficou concentrada no aumento da tarifa de energia elétrica, no reajuste de jogos de azar e no repique dos preços de alimentos e bebidas. Ainda assim, os núcleos, que excluem itens mais voláteis e dão indicação da tendência, ainda subiram 0,68% no mês passado. (Valor Econômico – 11.06.2015)
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